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Existe um grupo de pacientes com epilepsia que vão continuar a apresentar crises apesar do tratamento medicamentoso apropriado. Nesse caso faz-se necessário buscar outras modalidades de tratamento para ajudar no controle de crises. Uma dessas modalidades é a cirurgia de epilepsia que se caracteriza pela retirada cirúrgica no cérebro, do local que dá origem ao início das crises. Para que isso seja possível essa região deve ser única, não estar próxima a região do cérebro responsável por funções importantes além de ser comprovadamente a responsável pela crise. Nesse processo o paciente passa por uma série de exames e avaliações que incluem videoeletrencefalograma,...

Trata-se de  um sistema de estimulação crônica e intermitente no nervo vago através de um eletrodo conectado a um gerador de pulso programável. Funciona como um "marca passo" que envia estímulos não contínuos ao cérebro fazendo com que haja alteração es físicas e químicas cerebrais. Seu objetivo é ajudar no controle de crises com redução de cerca de 50% das mesmas. É colocado através de uma cirurgia extracraniana onde se implanta o eletrodo no pescoço e o gerador no peito. O efeito no controle de crises não é imediato. Percebe-se melhora a partir de 4 a 6 meses podendo a chegar a 1 ano. Após...

BREVE HISTÓRICO: Desde 460-370 a.c. notou-se que as crises epilépticas eram controladas durante o jejum prolongado. Esta era a única forma de tratamento. Em 1921 Dr. Russel Wilder desenvolveu a dieta cetogênica na clínica Mayo nos EUA, onde se mimetizava o que ocorria no jejum com o paciente alimentado. Com a descoberta e o desenvolvimento de novas drogas antiepiléticas durante os anos que se seguiram esta dieta foi deixando de ser utilizada como forma de tratamento. Frente aos casos refratários, mesmo às drogas mais modernas, a dieta vem sendo cada mais utilizada e mostrando que pode ser uma forma de tratamento bem sucedida nestes...

O tratamento de escolha para o controle de crises epilépticas é o farmacológico. Entretanto, vale ressaltar, que nenhum dos medicamentos disponíveis irão atuar na causa da epilepsia e, consequentemente, não irão curar a epilepsia, mas apenas controlar as crises. Existem inúmeros fármacos antiepilépticos que atuam em diferentes regiões da comunicação entre as células do cérebro regulando a excitação e/ou inibição dos estímulos neuronais. O principal passo na escolha do fármaco mais adequado é identificar corretamente o tipo de crise do paciente. Como existem diferentes formas de geração e propagação das crises alguns medicamentos podem ser mais específicos para determinados tipos enquanto não indicados para...

Apesar de afetar igualmente ambos os sexos, existem particularidades no manejo e tratamento de pacientes do sexo feminino com epilepsia. Questões como ciclos hormonais, contracepção, gravidez e lactação devem ser consideradas e discutidas entre a paciente e seu neurologista. Efeito dos ciclos hormonais: - Muitas mulheres apresentam aumento na frequência das crises durante períodos do seu ciclo menstrual, devido a alterações nos níveis de estrogênio e progesterona (hormônios femininos). Chamamos isso de Epilepsia catamenial. - Para o diagnóstico de Epilepsia catamenial é importante que a paciente faça diário de crises e inclua informações sobre o seu ciclo menstrual. Isso pode ajudar o neurologista...

Há relatos do uso de terapias à base de maconha na medicina há séculos, no entanto só nos últimos anos começaram a ser realizados estudos científicos controlados com o canabidiol, um derivado da cannabis. Existem inúmeras substâncias encontradas na cannabis, entre elas: THC (Tetraidrocanabinol) que é a principal substância psicoativa da cannabis (o que causa o “barato”) Canabidiol (CBD), substância não psicoativa que está sendo estudada e utilizada no tratamento da epilepsia refratária Os principais estudos científicos com canabidiol em pacientes com epilepsia incluíram pacientes com Síndrome de Lennox-Gastaut e Síndrome de Dravet, no entanto, pacientes com diversos tipos de epilepsia refratária...