Canabidiol: quando está indicado.

Canabidiol: quando está indicado.

Há relatos do uso de terapias à base de maconha na medicina há séculos, no entanto só nos últimos anos começaram a ser realizados estudos científicos controlados com o canabidiol, um derivado da cannabis.

Existem inúmeras substâncias encontradas na cannabis, entre elas:

  • THC (Tetraidrocanabinol) que é a principal substância psicoativa da cannabis (o que causa o “barato”)
  • Canabidiol (CBD), substância não psicoativa que está sendo estudada e utilizada no tratamento da epilepsia refratária

Os principais estudos científicos com canabidiol em pacientes com epilepsia incluíram pacientes com Síndrome de Lennox-Gastaut e Síndrome de Dravet, no entanto, pacientes com diversos tipos de epilepsia refratária podem se beneficiar da droga.

O Canabidiol pode interagir com outros anticonvulsivantes, em especial o Clobazam.

Atualmente ainda existem muitas perguntas sem resposta a respeito do uso da cannabis na epilepsia:

  • Qual o teor de THC seguro nas preparações ricas em CBD?
  • Quais os tipos de epilepsia que têm a melhor resposta?
  • Quais os tipos de crises que poderiam se agravar?
  • Quais as principais interações medicamentosas?
  • Quais os efeitos adversos a longo prazo?

 

Muitos estudos estão sendo publicados e muitos outros estão em andamento para que essas perguntas sejam respondidas.

Dessa forma, o uso de CBD na epilepsia deve ser restrita a casos de epilepsia refratária, que já fizeram uso de diversos anticonvulsivantes disponíveis no mercado e que não tenham indicação cirúrgica formal (por exemplo, esclerose hipocampal, tumor, displasia em área ressecável e etc..).